A repressão exercida pelas autoridades iranianas parece ter reduzido significativamente os protestos no país, conforme relatos de um grupo de direitos humanos e habitantes locais. A mídia estatal anunciou mais detenções na sexta-feira.
A situação ocorre em meio a ameaças dos Estados Unidos, liderados pelo presidente Donald Trump, que indicou possíveis ações militares caso as mortes relacionadas aos protestos continuem. Desde quarta-feira, Trump afirmou ter recebido informações de que a violência letal estava em declínio.
Os aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita e Catar, realizaram esforços diplomáticos com Washington para evitar um conflito, alertando sobre as possíveis repercussões para a área, o que poderia afetar os interesses norte-americanos.
A Casa Branca declarou que Trump está acompanhando de perto os acontecimentos, alertando Teerã sobre possíveis consequências severas caso as fatalidades persistam. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, informou que a execução de 800 pessoas foi suspensa e que o presidente ainda considera todas as opções.
Os protestos, que começaram em 28 de dezembro devido à inflação crescente e às sanções que paralisaram a economia iraniana, se transformaram em um dos maiores desafios ao governo clerical desde a Revolução Islâmica de 1979.
Com a internet limitada no país, moradores de Teerã relataram tranquilidade desde domingo, com drones monitorando a capital. Não foram observados protestos na quinta ou sexta-feira.
O grupo Hengaw, com sede na Noruega, confirmou a ausência de manifestações desde domingo, destacando uma forte presença militar e de segurança. Moradores de outras regiões também relataram calmaria nas ruas.