© Rovena Rosa/Agência Brasil
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As liquidações do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, determinadas pelo Banco Central, trouxeram à tona um dos episódios mais críticos do sistema financeiro no Brasil. As investigações apontam para fraudes bilionárias e envolvem questionamentos institucionais significativos.

Crescimento e Riscos do Banco Master

O Banco Master, sob a gestão de Daniel Vorcaro, expandiu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com retornos elevados. As autoridades investigativas indicam que tal crescimento foi sustentado por riscos excessivos e operações que mascaravam a real situação financeira da instituição.

Investigação e Impactos Financeiros

As investigações conduzidas pela Polícia Federal e relatórios do Banco Central revelaram não apenas um colapso financeiro, mas também institucional, envolvendo a Reag Investimentos. A tentativa de venda de ativos ao Banco de Brasília (BRB) e as pressões sobre órgãos de controle complicaram ainda mais a situação.

Esquema Financeiro Revelado

Entre 2023 e 2024, o Banco Master teria desviado aproximadamente R$ 11,5 bilhões através de operações trianguladas. Recursos eram emprestados a empresas fictícias que investiam em fundos da Reag, adquirindo ativos de pouco valor por preços inflacionados.

Esquema de Pirâmide e Colapso

Para evitar a inadimplência, o banco oferecia empréstimos de longo prazo e utilizava novos CDBs para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema de pirâmide. As suspeitas sobre a credibilidade do banco em 2024 resultaram na interrupção das captações, levando ao colapso financeiro.

Tentativa de Venda ao BRB

O Banco Master simulou a venda de uma carteira de crédito que não existia para o BRB. O Banco Central, ao analisar tais operações, concluiu que eram fictícias. A proposta de fusão com o BRB visava diluir as irregularidades em um banco público.

Intervenção do Banco Central

O Banco Central impôs limites à captação do Master, paralisando seu crescimento. Desde abril de 2025, o Fundo Garantidor de Crédito começou a cobrir os CDBs vencidos, enquanto tentativas de aporte de recursos pelo controlador falharam, culminando na liquidação do banco.

Papel da Reag Investimentos

Os fundos da Reag estavam no centro das operações fraudulentas, facilitando a criação de empresas fictícias e valorizando ativos sem lastro. O Banco Central optou por liquidar a gestora após a segunda fase da Operação Compliance Zero.

Tensões Institucionais

A liquidação do Banco Master gerou tensões entre o Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas da União e o Banco Central. Apesar de representar uma pequena parcela do sistema financeiro, o caso levantou questões sobre a efetividade das medidas regulatórias e a proteção dos investidores.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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