Nesta segunda-feira, a Polícia Federal iniciou a coleta de depoimentos de oito pessoas relacionadas ao caso do Banco Master. As audiências ocorrem no Supremo Tribunal Federal, sob a supervisão do ministro Dias Toffoli, e são realizadas de forma sigilosa.
O primeiro a ser ouvido foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças do BRB, banco estadual do Distrito Federal, envolvido na negociação de ativos do Master. A agenda também inclui depoimentos de outros envolvidos no mesmo dia.
Depoimentos Agendados
Além de Dario, André Felipe de Oliveira Seixas Maia, Henrique Souza e Silva Peretto e Alberto Felix de Oliveira também prestarão depoimentos nesta segunda-feira. Na terça, outros envolvidos, como Robério Cesar Bonfim Mangueira e Luiz Antonio Bull, serão ouvidos no STF, enquanto dois sócios do Master participarão por videoconferência.
Investigações em Andamento
A PF investiga suspeitas de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta e manipulação de mercado, entre outros. As oitivas foram concentradas em dois dias, o que alterou o planejamento inicial da PF de distribuir as sessões ao longo de mais tempo.
O ministro Toffoli também determinou o envio direto de materiais apreendidos para o Supremo, mas posteriormente reencaminhou para a Procuradoria-Geral da República. Sua atuação no caso tem gerado críticas e especulações devido a relações pessoais e viagens envolvendo partes ligadas ao processo.
Contexto das Investigações
O foco das investigações é a aquisição de carteiras de crédito do Master pelo BRB, que não tinham garantias de pagamento. Estima-se que as irregularidades podem envolver até R$ 12 bilhões. O Banco Central impediu a compra do Master e posteriormente liquidou-o devido à insolvência.
Daniel Vorcaro, proprietário do Master, foi detido e teve bens apreendidos, mas foi liberado posteriormente. O caso chegou ao STF após a descoberta de um documento mencionando um deputado federal, o que levou à mudança de instância.