No domingo, manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, solicitando punições para os adolescentes acusados de torturar o cão Orelha em Santa Catarina. O animal, cuidado por uma comunidade local, foi agredido em 4 de janeiro e faleceu no dia seguinte após ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
Os participantes do protesto usavam roupas pretas e camisetas estampadas com a imagem do cão, acompanhadas de frases pedindo justiça. Adesivos com mensagens similares foram distribuídos entre os presentes, que incluíam pessoas de todas as faixas etárias e alguns acompanhados por seus animais de estimação.
Duração e Palavras de Ordem
O ato teve início às 10h em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e se estendeu até as 13h. Durante o protesto, foram entoadas palavras de ordem exigindo justiça e pedindo a redução da maioridade penal. Algumas placas com essa reivindicação foram vistas entre os manifestantes.
Opiniões e Repercussões
Luana Ramos, psicóloga presente no ato, expressou apoio à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes violentos. Ela criticou a tentativa dos familiares dos adolescentes de minimizar a gravidade do ocorrido, apontando para possíveis discriminações raciais e sociais no tratamento do caso.
Relatos indicam que os responsáveis pelos adolescentes teriam tentado coagir testemunhas a não depor. Os jovens estão sendo investigados por ato infracional equiparado a maus-tratos.
Reações do Público
A advogada Carmen Aires, que participou da manifestação com seus cães, destacou a necessidade de penas mais severas para crimes contra animais. Ela considera as sanções atuais insuficientes para prevenir novos casos de violência.
Thayná Coelho e Almir Lemos, de Belém, aderiram ao protesto enquanto visitavam a cidade. Eles expressaram indignação com o caso, apontando questões de privilégio racial e social como fatores que contribuem para a impunidade.
Ampara Animal, uma organização dedicada à proteção animal, alerta sobre a ligação entre a violência contra animais e outras formas de violência social, fornecendo recursos para a reeducação sobre o tema.