Em janeiro, o saldo da poupança apresentou uma queda, com os saques superando os depósitos em R$ 23,5 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central.
Durante o período, o total depositado foi de R$ 331,2 bilhões, enquanto as retiradas atingiram R$ 354,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,4 bilhões, e o saldo total da poupança é pouco superior a R$ 1 trilhão.
Tendências Recentes
Nos últimos anos, a caderneta de poupança tem registrado mais retiradas do que depósitos. Em 2023, a saída líquida foi de R$ 87,8 bilhões, enquanto em 2024 foi de R$ 15,5 bilhões. O ano anterior encerrou com um saldo negativo de R$ 85,6 bilhões.
Fatores Contribuintes
Um dos fatores que impulsionam os saques é a taxa básica de juros, Selic, que permanece elevada, incentivando investimentos de maior rendimento. Desde julho passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu o ciclo de elevações da Selic, mantendo-a em 15% ao ano.
A manutenção da Selic em patamares altos objetiva alcançar a meta de inflação de 3%. O aumento da taxa visa controlar a demanda aquecida, influenciando os preços ao encarecer o crédito e incentivar a poupança.
Perspectivas Econômicas
Em dezembro, a inflação registrada foi de 0,33%, impulsionada pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo e passagens aéreas, superando a alta de 0,18% de novembro. O IPCA acumulou uma alta de 4,26% em 2025.
O Banco Central, em ata de reunião do Copom, confirmou a intenção de iniciar a redução dos juros na próxima reunião em março, embora não tenha especificado a magnitude do corte, reforçando que os juros permanecerão em níveis restritivos.