Em 2025, dezenove estados brasileiros e o Distrito Federal alcançaram a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento do IBGE mostrou que a taxa de desemprego no Brasil fechou o ano em 5,6%, o menor índice já registrado na série histórica. A pesquisa considera pessoas de 14 anos ou mais e engloba todas as formas de ocupação, incluindo trabalhadores sem carteira assinada, temporários e autônomos. Para ser considerada desocupada, a pessoa deve ter procurado emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Taxas de desemprego por estado
Dentre as unidades federativas, Mato Grosso registrou a menor taxa de desemprego, com 2,2%, seguido por Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%). Outros estados como Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul também apresentaram índices baixos, variando entre 3,3% e 4%.
Apesar de não ter apresentado queda em relação a 2024, o Amazonas manteve a taxa de 8,4%. No total, 12 unidades federativas ficaram abaixo da média nacional de desemprego, enquanto 15 superaram essa média.
Informalidade no mercado de trabalho
A pesquisa também revelou que o índice de informalidade no Brasil foi de 38,1% em 2025, com 18 estados superando essa média. As regiões Norte e Nordeste destacaram-se negativamente nesse aspecto. A informalidade implica em ausência de benefícios como previdência social, 13º salário, seguro-desemprego e férias.
Maranhão e Pará lideraram o ranking de informalidade, com 58,7% e 58,5%, respectivamente. Já o Distrito Federal registrou a menor taxa, com 27,3%.
Rendimento médio dos trabalhadores
Em relação ao rendimento mensal dos trabalhadores, o Distrito Federal apresentou a maior média, com R$ 6.320, devido ao alto número de servidores públicos na região. Outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, também estiveram acima da média nacional, que foi de R$ 3.560.
Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa, o recorde nas mínimas históricas de desemprego em 2025 foi impulsionado pelo dinamismo do mercado de trabalho e o aumento do rendimento real dos trabalhadores.