© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Entidades representativas do jornalismo manifestaram, por meio de nota, repúdio a um incidente violento ocorrido com a jornalista Manuela Borges, do Portal ICL Notícias, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, em Brasília, na última terça-feira. O episódio foi descrito como um ato de 'violência grave' e 'coação' enquanto a profissional desempenhava suas funções.

O comunicado foi assinado por diversas organizações, incluindo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF, a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) e a Comissão de Mulheres Jornalistas da FENAJ.

Detalhes do Incidente

Durante uma cobertura jornalística, Manuela Borges foi cercada por aproximadamente 20 servidores de gabinetes parlamentares, após questionar parlamentares do PL sobre outdoors no Distrito Federal com imagens de figuras políticas. A jornalista relatou intimidações e agressões verbais por parte dos presentes.

A profissional estava cobrindo uma entrevista de parlamentares opositores ao governo, na qual também estavam presentes assessores e pessoas não credenciadas. Após seus questionamentos, foi hostilizada por simpatizantes, que aproximaram celulares de seu rosto, acompanhados de gritos intimidatórios.

Em entrevista, Manuela Borges afirmou que seu papel é fazer perguntas, independentemente das reações, e que não deve ser alvo de violência por isso.

Perspectiva de Gênero

As entidades destacaram que a hostilidade direcionada à jornalista visa silenciar questionamentos e enfraquecer a presença feminina em espaços de poder, ressaltando que a liberdade de imprensa é essencial para a democracia e deve ser protegida contra intimidações físicas e psicológicas.

A nota enfatiza que a violência não é apenas um ataque à profissional, mas também à categoria de jornalistas como um todo. As entidades criticaram a inação da Polícia Legislativa, que não protegeu a jornalista durante o incidente.

Demandas por Medidas e Responsabilização

As organizações apelaram à presidência da Câmara dos Deputados por uma investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Reivindicam também medidas que assegurem a segurança dos jornalistas nas dependências do Congresso Nacional.

As entidades pretendem apresentar uma representação formal à presidência da Câmara, com registros que ajudem a identificar os responsáveis, entre os quais se incluem servidores de gabinetes parlamentares e militantes políticos.

Apesar do ocorrido, Manuela Borges declarou que não se deixará intimidar e continuará sua cobertura na Câmara, mantendo seu trabalho como nos últimos 20 anos.

A Agência Brasil procurou o Partido Liberal e a presidência da Câmara para comentar o episódio, mas ainda não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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