© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A busca por autonomia financeira é uma das principais prioridades para mulheres, conforme revela a pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho, divulgada recentemente. O estudo destaca que, apesar de avanços, o ambiente de trabalho ainda apresenta desigualdades e práticas discriminatórias.

O levantamento, conduzido pela Consultoria Maya e baseado em dados da plataforma Koru, entrevistou 180 mulheres de diferentes faixas etárias e etnias, com exceção das indígenas. A independência financeira foi citada como prioridade por 37,3% das participantes, seguida pela saúde mental e física e pela realização profissional.

Desafios no Mercado de Trabalho

A pesquisa aponta que, para muitas mulheres, a autonomia está vinculada ao trabalho remunerado. No entanto, barreiras culturais persistem, dificultando o acesso e a ascensão no mercado, apesar de muitas possuírem boa formação e currículo. Discriminação e violência são problemas recorrentes.

Entre as entrevistadas, 2,3% relataram ter sido preteridas em promoções devido à maternidade. Há relatos de preferência na promoção de mulheres sem filhos em detrimento das mães, reforçando estigmas no ambiente corporativo.

Impacto da Violência Psicológica

Além de discriminação, a violência psicológica também afeta a carreira feminina. Mais de 70% das participantes relataram experiências com comentários sexistas, interrupções em reuniões e dúvidas sobre suas capacidades técnicas.

Casos como a oferta de cargos questionados e a sugestão de consultas a cônjuges sobre decisões profissionais ilustram a persistência de atitudes discriminatórias.

Desigualdade nos Cargos de Liderança

O estudo revela que a maioria das mulheres ocupa posições operacionais e intermediárias, com apenas 5,6% alcançando cargos de diretoria ou executivos. A presença feminina diminui em posições estratégicas, refletindo uma estrutura sexista no ambiente corporativo.

Para superar esses desafios, a consultora Paola Carvalho sugere um compromisso coletivo em todas as hierarquias, desde estagiários até CEOs, para promover uma mudança cultural e institucional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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