© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza nesta quarta-feira sua primeira reunião do ano para decidir sobre a Taxa Selic. Apesar da desaceleração da inflação, os preços de alguns setores, como o de serviços, continuam pressionados. Analistas de mercado preveem a manutenção da taxa no maior nível em quase duas décadas, mesmo com a recente queda do dólar.

Atualmente fixada em 15% ao ano, a Selic está no ponto mais alto desde julho de 2006. Entre setembro de 2024 e junho do ano passado, a taxa passou por sete aumentos consecutivos, mas permaneceu inalterada nas quatro reuniões anteriores.

A decisão sobre a Selic será anunciada no início da noite desta quarta-feira, em um momento em que o Copom está desfalcado. Os mandatos dos diretores de Organização do Sistema Financeiro e de Política Econômica expiraram no final de 2025, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só indicará seus substitutos após o retorno do Congresso Nacional em fevereiro.

Cenário Econômico e Inflação

Em sua última ata, o Copom afirmou que a Selic permanecerá em 15% ao ano para assegurar a convergência da inflação à meta, sem previsão de redução nos juros. O cenário interno continua incerto, com alguns preços ainda pressionando a inflação, apesar da desaceleração econômica.

Conforme o boletim Focus, a taxa básica deve se manter em 15% até março. Entretanto, a recente queda do dólar, que voltou a patamares próximos de R$ 5,20, elevou as expectativas de uma possível redução ainda em janeiro.

Função da Taxa Selic

A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos e serve de referência para outras taxas na economia. É o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, influenciando o custo do crédito e a atividade econômica.

Ao elevar a Selic, o Copom busca conter a demanda aquecida, o que pode impactar os preços, tornando o crédito mais caro e incentivando a poupança. Em contrapartida, taxas mais altas podem dificultar o crescimento econômico.

A redução da Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo, mas pode diminuir o controle inflacionário.

Novo Sistema de Meta Contínua

Desde janeiro de 2025, o Banco Central segue um sistema de meta contínua, com uma meta de inflação de 3% e margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A meta é verificada mensalmente com base na inflação acumulada em 12 meses.

O último Relatório de Política Monetária, divulgado em dezembro, prevê que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) termine 2026 em 3,5%, alinhado com as diretrizes do sistema de meta contínua.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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