Os residentes de Havana, Cuba, relatam enfrentar dificuldades significativas devido ao agravamento do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos desde o final de janeiro deste ano.
A população tem lidado com um aumento nos apagões, preços elevados de produtos essenciais, redução no transporte público e diminuição na oferta de cestas básicas subsidiadas pelo Estado.
Impactos do Bloqueio Energético
O governo dos EUA, sob Donald Trump, classificou Cuba como uma ameaça à segurança e impôs tarifas aos países que comercializassem petróleo com a ilha. Isso agravou a situação energética, especialmente nas províncias do interior.
Ivón B. Rivas Martinez, arquiteta e mãe solo, comenta sobre a imprevisibilidade dos apagões, que agora podem durar até 12 horas, afetando o cotidiano dos moradores.
Desafios Econômicos e Sociais
O economista aposentado Feliz Jorge Thompson Brown considera esse momento como o mais desafiador desde a Revolução de 1959, superando até mesmo o 'período especial' dos anos 1990.
Ivón Rivas observa que os preços de itens básicos como arroz, óleo e carne de frango aumentaram significativamente após as medidas americanas.
Serviços Essenciais Comprometidos
A falta de energia afeta serviços básicos em Havana, incluindo o abastecimento de água, telefonia e internet. Problemas como a impossibilidade de usar caixas eletrônicos ou realizar procedimentos legais são frequentes.
Comparação com o Período Especial
Feliz Jorge destaca que, diferente da década de 1990, muitos cubanos hoje não vivenciaram os primeiros anos da Revolução, tornando a adaptação a novas dificuldades ainda mais complexa.