© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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O Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, encerrou o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 61,69 bilhões, o que corresponde a 0,48% do PIB. Este resultado foi influenciado principalmente pelo aumento dos gastos obrigatórios, como os da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional, destacando que em dezembro houve um superávit de R$ 22,1 bilhões. O resultado anual compreendeu um superávit de R$ 255,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central, e um déficit de R$ 317,2 bilhões na Previdência Social.

Análise Comparativa e Expectativas

Em 2025, o déficit primário registrou um aumento real de 32,3% em comparação a 2024, quando o déficit foi de R$ 42,92 bilhões, representando 0,36% do PIB. Este aumento foi impulsionado por eventos como as enchentes no Rio Grande do Sul e a elevação dos gastos previdenciários. Apesar disso, o resultado foi melhor do que o projetado por analistas do mercado, que previam um déficit de R$ 68,21 bilhões.

Meta Fiscal e Desempenho

A diferença entre receitas e despesas, sem incluir os pagamentos de juros da dívida pública, é conhecida como resultado primário. A Lei de Diretrizes Orçamentárias e o novo arcabouço fiscal estabeleceram uma meta de déficit primário zero, permitindo uma variação de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos. O déficit primário considerando apenas os gastos dentro desse arcabouço foi de R$ 13 bilhões, ou 0,1% do PIB, com R$ 48,68 bilhões em compensações autorizadas excluídas da meta.

Receitas e Despesas de 2025

Entre os destaques das receitas de 2025, estão R$ 43,56 bilhões arrecadados com imposto de renda, R$ 15,4 bilhões com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), R$ 13,7 bilhões de outras receitas da Receita Federal, R$ 37 bilhões de receita previdenciária e R$ 14,8 bilhões provenientes da exploração de recursos naturais. Houve, contudo, uma queda significativa de R$ 26,3 bilhões nas receitas de dividendos, principalmente devido à redução nos pagamentos da Petrobras e BNDES.

Do lado das despesas, os principais aumentos foram observados em benefícios previdenciários, que cresceram R$ 41,4 bilhões, e no BPC, com aumento de R$ 10,8 bilhões. Houve também crescimento nas despesas com pessoal e encargos sociais, complementação ao Fundeb e despesas discricionárias.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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