O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou uma nova licença que permite a exploração de petróleo e gás na Venezuela. Empresas e indivíduos da China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã estão excluídos das operações no setor petroleiro venezuelano.
Esta medida representa uma suavização do embargo econômico aplicado à Venezuela, cujo impacto tem sido significativo na economia do país, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo.
A licença cobre transações para pagamentos, serviços logísticos, fretamento de embarcações, seguros marítimos, e serviços portuários. Também permite manutenção e reparos necessários para a continuidade das operações de petróleo e gás.
No entanto, o documento impede transações com entidades associadas a Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba, e China, ou que sejam controladas por elas.
Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, criticou as restrições, chamando-as de discriminação e afirmou que a Rússia buscará esclarecimentos dos EUA.
A flexibilização ocorre após o governo interino de Delcy Rodriguez propor mudanças, incluindo uma nova legislação para atrair investimentos estrangeiros e uma lei de anistia para opositores detidos.
O Serviço de Informações de Energia dos EUA destacou que, embora as exportações de petróleo venezuelano tenham começado a se recuperar, a produção total ainda é incerta. Espera-se que as licenças ampliadas ajudem a restaurar a produção aos níveis anteriores ao bloqueio até 2026.