O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve ser assinado em breve, com a expectativa de entrar em vigor até 2026. Para isso, é necessário que o Parlamento Europeu e os congressos dos países do Mercosul aprovem o tratado. Alckmin ressaltou que a aprovação do acordo beneficiará a sociedade com produtos mais acessíveis e de melhor qualidade.
Impactos Econômicos e Multilateralismo
O vice-presidente destacou que o acordo pode impulsionar o emprego e atrair investimentos para o Brasil, além de fortalecer o multilateralismo em oposição ao isolacionismo. A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, com uma corrente comercial de US$ 100 bilhões no ano passado.
A indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para a União Europeia, representando um aumento de 5,4% nas exportações desse setor. A União Europeia foi um dos principais destinos de exportação para 22 estados brasileiros, e 30% dos exportadores brasileiros têm o continente europeu como mercado, envolvendo mais de 9 mil empresas e empregando mais de três milhões de trabalhadores.
Sustentabilidade e Contexto Geopolítico
Alckmin ressaltou que o acordo promove um comércio regido por regras claras e favorece a sustentabilidade, comprometendo os países na luta contra as mudanças climáticas. Ele destacou a importância do acordo no cenário geopolítico atual, marcado por instabilidades e conflitos, e ressaltou o fortalecimento do multilateralismo.
Aprovação pela União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou a aprovação do acordo comercial pela União Europeia, classificando-a como uma decisão histórica. Ela destacou que o acordo visa promover crescimento, criar empregos e proteger os interesses de consumidores e empresas europeias.