© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
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Em janeiro deste ano, o Governo Central – composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – apresentou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões. Este resultado foi superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o superávit foi de R$ 85,1 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional.

Embora o superávit nominal tenha apresentado crescimento, houve uma redução real de 2,2% no resultado, quando ajustado pela inflação.

Desempenho Financeiro

O superávit primário do Tesouro Nacional e do Banco Central atingiu R$ 107,5 bilhões, enquanto a Previdência Social registrou um déficit de R$ 20,6 bilhões. Em comparação com janeiro de 2025, houve um aumento real de 1,2% na receita líquida e de 2,9% nas despesas totais.

As projeções do mercado, conforme a pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, indicavam um superávit de R$ 84,7 bilhões, resultado que foi superado.

Balanço Anual

Nos 12 meses até janeiro de 2026, o Governo Central acumulou um déficit primário de R$ 62,7 bilhões, representando 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB).

Metas Fiscais

O superávit primário reflete a diferença entre receitas e despesas, excluindo juros da dívida pública. Para 2026, a meta fiscal prevê um superávit de R$ 34,3 bilhões, sem incluir precatórios e outras despesas fora do arcabouço fiscal. A meta permite uma variação de 0,25 ponto percentual, aceitando um resultado entre zero e R$ 68,6 bilhões de superávit.

Receitas e Despesas

Em janeiro, a arrecadação com o imposto de renda cresceu R$ 3,9 bilhões, principalmente devido aos rendimentos do trabalho e do capital. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aumentou em R$ 2,7 bilhões, impulsionado por operações de câmbio, crédito e valores mobiliários.

A receita previdenciária subiu R$ 3,9 bilhões, refletindo o mercado de trabalho e a reoneração da folha. Em contrapartida, a arrecadação com recursos naturais caiu R$ 5,1 bilhões, afetada pela queda do preço do petróleo e pela valorização cambial.

Houve redução de R$ 1,4 bilhão nas receitas com Imposto de Importação, influenciada pela diminuição do valor das importações e da alíquota média efetiva do imposto.

Nas despesas, os benefícios previdenciários cresceram R$ 4 bilhões, enquanto os gastos com pessoal e encargos sociais aumentaram R$ 3,3 bilhões. Por outro lado, as despesas com abono e seguro-desemprego reduziram-se em R$ 1,5 bilhão, e as despesas obrigatórias controladas diminuíram R$ 1,9 bilhão, principalmente em virtude da redução dos gastos com o Bolsa Família e saúde.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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