Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Emmanuel Macron, dialogaram recentemente sobre o Conselho da Paz, uma iniciativa proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de promover a pacificação na Faixa de Gaza.
Durante a conversa, que durou cerca de uma hora, os dois líderes enfatizaram a importância de fortalecer a Organização das Nações Unidas (ONU), destacando que as ações relacionadas à paz e segurança devem seguir os mandatos do Conselho de Segurança da ONU e os princípios da Carta da ONU. As informações foram divulgadas pelo Palácio do Planalto.
Reações ao Conselho da Paz
Lula e Macron foram convidados a integrar o Conselho da Paz, mas a França já recusou o convite. Lula ainda não deu uma resposta definitiva, mas expressou críticas à proposta, afirmando que Trump busca criar uma nova ONU sob seu controle.
Nos últimos dias, Lula tem mantido contato com outros líderes mundiais, como o presidente da China, Xi Jinping, e o da Rússia, Vladimir Putin. Recentemente, ele também conversou com Trump, sugerindo a inclusão da Palestina no conselho e que os debates se concentrem na Faixa de Gaza. Lula planeja visitar os Estados Unidos ainda este ano.
Questões sobre a Venezuela
No diálogo com Macron, a situação na Venezuela também foi abordada. Ambos os presidentes condenaram o uso da força em desacordo com o direito internacional e destacaram a necessidade de paz e estabilidade na América do Sul.
Em um evento recente, os Estados Unidos realizaram ações militares na Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa. A vice-presidente Delcy Rodriguez assumiu temporariamente a liderança do país.
Acordo Mercosul-União Europeia
Os presidentes também discutiram o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Lula defendeu a parceria, considerando-a benéfica para ambos os blocos e uma contribuição para o multilateralismo e o comércio regulamentado.
Apesar do acordo ter sido assinado, o Parlamento Europeu solicitou uma avaliação jurídica, o que pode atrasar sua implementação. A França expressa preocupações sobre os impactos na agricultura local devido à concorrência com produtos mais baratos do Mercosul.
Lula e Macron comprometeram-se a concluir negociações bilaterais e assinar acordos até o primeiro semestre de 2026, com foco em cooperação em defesa, ciência, tecnologia e energia.