© Fars News Agency/Divulgação
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Nos últimos dias, um número significativo de pessoas no Irã participou de manifestações em apoio ao regime da República Islâmica. Esses eventos ocorreram no domingo e na segunda-feira, com o intuito de criticar os recentes distúrbios que abalaram o país. Informações não oficiais apontam para a morte de 490 manifestantes e 48 agentes de segurança durante os confrontos.

Desde dezembro do ano anterior, o Irã tem enfrentado uma série de protestos contra o governo, o que levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a considerar uma intervenção para apoiar os manifestantes. Em resposta, o governo iraniano divulgou imagens de manifestantes armados, acusando-os de vandalismo e de agir sob influência de potências estrangeiras.

Análise Política

Bruno Lima Rocha, jornalista e professor de relações internacionais, comenta que os protestos, inicialmente motivados pelo aumento no custo de vida, agora enfrentam a possibilidade de intervenção militar dos EUA. Segundo ele, a situação transformou um protesto legítimo em uma questão de soberania nacional.

Rocha destaca que a violência recente e as declarações de Trump contribuíram para o isolamento dos protestos antigovernamentais. Ele observa uma tentativa de elevar a violência para justificar uma possível intervenção externa, o que poderia ser visto como uma traição nacional, gerando consenso contra as manifestações.

Reações Internacionais

O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou que o exército norte-americano está analisando opções de ação em relação ao Irã, com possibilidades de uma reunião com líderes iranianos. Ele afirmou que decisões podem ser tomadas antes de um encontro formal com Teerã.

Escalada da Violência

O Ministério das Relações Exteriores do Irã chamou embaixadores de países que apoiaram os protestos para mostrar vídeos de manifestantes armados envolvidos em atos de vandalismo, incluindo a destruição de propriedades e bloqueio de ruas. O governo de Teerã considera tais ações como sabotagem organizada, ultrapassando os limites de protestos pacíficos.

Em uma entrevista recente, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o país tolera protestos pacíficos, mas que os distúrbios recentes são provocados por grupos estrangeiros. Autoridades iranianas responsabilizam serviços secretos dos EUA e de Israel por fomentar esses distúrbios, com o intuito de desestabilizar o regime.

Impactos Econômicos e Geopolíticos

Os protestos iniciados em dezembro foram desencadeados pelo fim dos subsídios à importação de alimentos, resultando em inflação e aumento do custo de vida. Bruno Lima Rocha explica que, inicialmente, a repressão foi limitada, mas a violência aumentou devido à insatisfação de jovens e incentivos externos que desejam a queda da República Islâmica.

Desde a Revolução de 1979, o Irã tem utilizado o petróleo como um instrumento de desenvolvimento nacional. Rocha conclui que enquanto o Irã não se alinhar aos interesses ocidentais, o país continuará sendo alvo de pressões internacionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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