Neste domingo (1º), um ato contra o feminicídio marcou a inauguração de um mural na capital paulista, em memória de Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio. O mural, que se estende por mais de 140 metros, foi criado por grafiteiras e artistas visuais e também deu início à programação oficial do governo federal em reconhecimento ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
O mural está localizado na Marginal Tietê, no Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo, local onde Tainara foi atropelada e arrastada por seu ex-companheiro em novembro passado. Após o ataque, ela foi hospitalizada com ferimentos graves, o que resultou na amputação de suas pernas. Tainara faleceu em 24 de dezembro em decorrência dessas lesões.
Participação e Mensagens no Ato
O evento contou com a presença de movimentos sociais, sindicais, moradores locais e parlamentares, além de ministras do governo federal, como Márcia Souza, Marina Silva, Sonia Guajajara, e o ministro Paulo Teixeira.
Márcia Souza destacou a importância do mural como símbolo de restauração e transformação, enquanto Marina Silva enfatizou a necessidade urgente de combater o feminicídio, observando que, diariamente, quatro mulheres são assassinadas no país.
Depoimento Familiar e Criação do Mural
Lúcia Aparecida da Silva, mãe de Tainara, prestou uma homenagem emocionada à filha, relembrando a tragédia que ocorreu com ela.
O mural foi produzido por 35 mulheres grafiteiras, sob a coordenação de Katia Lombardo e Simone Siss. A arte inclui símbolos que remetem à vida e aos gostos de Tainara, como sua paixão pela dança, e é uma mensagem de acolhimento e resistência contra o feminicídio.