© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O salário mínimo reajustado para R$ 1.621 começou a ser pago a partir desta segunda-feira. Os trabalhadores podem verificar o novo valor no contracheque referente ao mês de janeiro.

O aumento de 6,79%, que corresponde a R$ 103, foi formalizado pelo Decreto 12.797/2025. Esta elevação segue a política de valorização do salário mínimo, que leva em consideração a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB, respeitando o limite de 2,5% acima da inflação do ano anterior, conforme o arcabouço fiscal.

Valores e Cálculos

O novo salário mínimo mensal é de R$ 1.621, com valores diários e horários de R$ 54,04 e R$ 7,37, respectivamente. O reajuste foi calculado com base na inflação de 4,18% e no crescimento real do PIB de 3,4%, limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal, resultando em um reajuste total de 6,79%.

Impacto Econômico

De acordo com o Dieese, o novo salário mínimo afeta 61,9 milhões de brasileiros, com uma expectativa de injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026. O governo projeta um impacto combinado de R$ 110 bilhões, considerando o reajuste e a isenção de IR, mas prevê um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.

Além de influenciar diretamente os trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, incluindo aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Benefícios e Contribuições

Os benefícios do INSS no piso terão reajuste integral de 6,79%, fixando-se em R$ 1.621. Para valores acima do piso, o reajuste será de 3,90%, de acordo com o INPC de 2025. O teto do INSS foi estabelecido em R$ 8.475,55.

Para contribuições, os trabalhadores que recebem até R$ 1.621 pagarão 7,5%. Para faixas superiores de renda, as alíquotas variam de 9% a 14%, dependendo do valor. Autônomos, facultativos e MEIs seguem com contribuições proporcionais aos seus planos.

O seguro-desemprego, ajustado pelo INPC em 3,90%, estabelece a parcela mínima em R$ 1.621 e a máxima em R$ 2.518,65, variando conforme o salário médio dos últimos meses.

O salário-família foi fixado em R$ 67,54 por dependente, destinado a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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