© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) demonstrando apoio ao programa de escolas cívico-militares em São Paulo. Contudo, ele destacou a irregularidade nos pagamentos adicionais a policiais militares envolvidos no programa.

Gonet argumentou que o artigo da lei que prevê compensações financeiras para policiais atuando como monitores ou gestores nas escolas é inconstitucional. A razão é a falta de indicação de fonte de custeio e a ausência de estimativas de impacto financeiro.

Escolas Cívico-Militares

Com relação ao modelo de escolas cívico-militares, Gonet sustentou que a legislação paulista está em conformidade com a Constituição, não havendo invasão de competências da União no que diz respeito a diretrizes e bases da educação.

A legislação prevê que a implementação do programa em cada escola deve ser precedida de consulta à comunidade escolar, garantindo assim que não haja imposição estatal.

Divergências Institucionais

O parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) contrasta com a visão da Advocacia-Geral da União (AGU), que considera o programa de escolas cívico-militares em São Paulo inconstitucional. A AGU alega que a legislação estadual interfere na competência exclusiva da União para legislar sobre educação.

A AGU também aponta que a participação de militares nas escolas básicas não se alinha com o propósito das instituições militares.

O parecer foi enviado ao STF no contexto de uma ação iniciada pelo PSOL em maio de 2024, com o ministro Gilmar Mendes como relator. Ainda não há data definida para o julgamento do caso pelo plenário.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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