A redução nos custos de energia elétrica contribuiu para a diminuição da prévia da inflação oficial de janeiro, que atingiu 0,20%, em comparação aos 0,25% de dezembro.
Em janeiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumulou uma alta de 4,5% nos últimos 12 meses, atingindo o limite máximo da meta de inflação estabelecida pelo governo. No mês anterior, o acumulado era de 4,41%.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Variações nos Grupos de Produtos e Serviços
Entre os nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IBGE, habitação e transportes apresentaram redução nos preços, com -0,26% e -0,13%, respectivamente.
Os demais grupos tiveram os seguintes resultados: educação (0,05%), vestuário (0,28%), despesas pessoais (0,28%), alimentação e bebidas (0,31%), artigos de residência (0,43%), comunicação (0,73%) e saúde e cuidados pessoais (0,81%).
Impactos da Energia e Transportes
No grupo habitação, a tarifa de energia elétrica recuou 2,91%, influenciada pela mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No setor de transportes, a redução de 8,92% nas passagens aéreas e a implementação de tarifa zero em ônibus urbanos em Belo Horizonte aos domingos e feriados, resultando em uma queda de 18,26%, foram fatores determinantes.
Em contrapartida, os combustíveis subiram 1,25%, com aumentos no etanol (3,59%), gasolina (1,01%), gás veicular (0,11%) e óleo diesel (0,03%).
Preços dos Alimentos
O setor de alimentação e bebidas registrou uma alta de 0,31% em janeiro, acelerando em relação ao 0,13% de dezembro. Os alimentos para consumo em casa subiram 0,21%, interrompendo uma sequência de quedas.
Itens como tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%) apresentaram maiores elevações. Entretanto, leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) ajudaram a conter um aumento mais significativo.
Metodologia do IPCA-15
O IPCA-15 utiliza metodologia semelhante ao IPCA, que é a referência oficial para a política de metas de inflação do governo, com uma meta de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
As diferenças entre os índices estão no período de coleta de preços e na abrangência geográfica, com o IPCA-15 sendo realizado antes do fim do mês de referência.
O IPCA-15 coleta dados em 11 regiões metropolitanas, enquanto o IPCA abrange 16 localidades. O índice completo de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro.