© REUTERS/Dado Ruvic/Proibida reprodução
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As recentes trocas de ameaças entre os Estados Unidos e o Irã elevaram a tensão no Oriente Médio, com potenciais impactos no mercado internacional de petróleo e em outros países da região.

Em resposta à situação, a Casa Branca enviou o porta-aviões Abraham Lincoln para a área, um dos maiores de sua frota, e fez ameaças de ações militares mais severas do que as ocorridas em junho de 2025, caso o Irã não aceite negociar um pacto que impeça o desenvolvimento de armas nucleares.

No passado, forças americanas e israelenses atacaram alvos militares e nucleares no Irã, que retaliou com lançamentos de mísseis contra Israel.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou nas redes sociais que o tempo para um acordo está se esgotando. Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que não solicitou negociações com o enviado especial dos EUA, Steve Witkof.

Situação no Estreito de Ormuz

O Irã emitiu um aviso sobre a realização de exercícios militares no Estreito de Ormuz, uma importante rota comercial por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. Analistas apontam que o possível fechamento do estreito, em resposta a ataques anteriores, é uma significativa preocupação econômica.

O Irã é um dos maiores produtores de petróleo globalmente, e outros países da OPEP, localizados no Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, também seriam impactados por qualquer interrupção na rota.

Economistas mencionaram que a tensão crescente já resultou em um aumento no preço do petróleo, com o barril subindo até quatro dólares.

Protestos Internos e Reações Externas

Protestos internos no Irã contra o governo teocrático, vigente desde 1979, intensificaram-se no início de 2026. Conflitos entre manifestantes e forças de segurança resultaram em milhares de mortes e prisões, segundo organizações de direitos humanos.

Os manifestantes criticam a falta de liberdade política e o alto custo de vida, exacerbado por sanções econômicas dos EUA e seus aliados. Teerã acusa a interferência estrangeira de fomentar os protestos e respondeu com forte repressão, incluindo o bloqueio da internet.

Fontes indicam que o governo Trump avalia ataques direcionados para encorajar os manifestantes, enquanto o Irã ameaça retaliar contra bases norte-americanas na região se houver intervenção.

A repressão gerou reações de países europeus, que impuseram novas sanções a autoridades iranianas e classificaram a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista. A chefe da Diplomacia da União Europeia afirmou que regimes que matam seus cidadãos estão destinados ao colapso.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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