© Wellyngton Souza/Sesp-MT
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Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou 2.772 pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão. Destes, 68% estavam empregados em atividades urbanas, marcando a primeira vez que a maioria dos resgates ocorreu em centros urbanos.

A coordenadora-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravidão e do Tráfico de Pessoas, Shakti Borela, destacou que o trabalho escravo moderno não está limitado a um único setor econômico. Tradicionalmente, ocorrências eram mais comuns em áreas rurais, mas em 2025, elas foram mais frequentes em contextos urbanos.

Setores com Maior Número de Resgates

O setor da construção civil liderou os resgates, com 601 trabalhadores resgatados em obras de alvenaria e 186 em construções de edifícios. A administração pública e o cultivo de café registraram 304 e 184 casos, respectivamente, enquanto a extração de materiais para construção contabilizou 126 resgates.

Perfil dos Trabalhadores Resgatados

A maioria dos trabalhadores resgatados são homens entre 30 e 39 anos, com baixa escolaridade. Além disso, 83% se autodeclaram negros (pretos ou pardos). Segundo Dercylete Loureiro, diretora do Departamento de Fiscalização do Trabalho, esses dados refletem vulnerabilidades históricas que têm exposto essa população a condições de trabalho análogas à escravidão.

Principais Estados com Resgates

Os estados com maior número de resgates foram Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e São Paulo, com 607, 482, 393 e 276 trabalhadores resgatados, respectivamente.

Direitos Garantidos aos Resgatados

Após as operações, os trabalhadores tiveram acesso ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas de um salário mínimo, além de serem encaminhados para serviços públicos de assistência social. O Ministério do Trabalho assegurou mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias aos resgatados.

Esforços de Fiscalização

Em 2025, foram realizadas 1.594 ações de fiscalização pelo MTE, que além dos resgates, garantiram direitos trabalhistas a mais de 48 mil pessoas.

Como Denunciar

Denúncias de violações trabalhistas podem ser feitas anonimamente pela internet, pelo telefone 158 ou pelo Disque 100, sem a necessidade de identificação do denunciante.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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